Os alunos do 8º período de Jornalismo perguntaram por aí a respeito da curiosidade científica, mas depois o espírito de investigação jornalística veio à tona. Acompanhe os resultados…..
O que causa a depressão. Lucilene Batistoti, 21, est. De psico, São João
Itaperiú
Tristeza sem fim? Você pode estar deprimido.
Depressão não é frescura. É doença e tem que ser tratada. Dar conselhos a uma pessoa depressiva, na intenção de ajudar, é o mesmo que pedir para um paralítico caminhar. Quem sofre dessa doença sabe o quanto é difícil vencer a barreira que a impede de ter uma vida normal.
É comum confundir depressão com tristeza. Mas a diferença é que uma é a doença e a outra é um sentimento, que tem que ser colocado para fora, faz parte da natureza humana e tem prazo para acabar. A outra se estende por semanas, meses, anos.
É uma doença complexa, que pode ter origem familiar, passa de pai para filho, ou simplesmente se manifesta sem uma causa aparente. Alguns sintomas têm que ser levados em conta, como o isolamento social e a grande mudança de comportamento sempre para o lado da tristeza profunda.
Após falecer o marido e anos mais tarde a neta, Dona Irmgard Ferreira 70 anos, aposentada, entrou em depressão. Tudo começou com um grande estresse, na época em que o marido ficou muito doente. Em seguida veio a depressão, que tempos mais tarde se transformou em síndrome do pânico. Hoje após oitos anos de tratamento a sua filha Lindamir Ferreira é a sua base de segurança. “Quando ataca a síndrome do pânico eu tenho que ficar do lado dela no hospital, pois só a medicação não resolve, a minha mãe tem muito medo de ficar sozinha”, desabafa a filha.
Existem tratamentos para a doença. Orientação de um psicólogo ou psiquiatra junto com medicamentos, se assim for necessário, pode trazer resultados positivos. Mas o grande solução está, segundo a psicóloga Giovana Delvan Stuhler, na pessoa assumir a doença e buscar ajuda.
A água vai acabar. Tiago, 21, est. Oceano, Itajaí
Água Doce:
O medo de que ela acabe, preocupa todo o mundo.
A possível falta da maior fonte de vida do planeta é a nova preocupação do século XXI. Em alguns países do Oriente médio e da África, o problema é já grave. A água é pouca, as terras são secas e as chuvas são raras. Já o Brasil é um país privilegiado por ter as maiores reservas de água potável do planeta.
Uma delas é a bacia hidrográfica do Rio Amazonas e a outra é o Aqüífero Guarani, uma gigantesca reserva subterrânea de água doce que abrange os três estados do Sul, mais Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Goiás.
No Brasil, o avanço das fazendas de gado e das lavouras sem controle é um problema grave. Elas destroem as nascentes e danificam o solo. A terra fica seca, sem a umidade necessária para abastecer as reservas naturais. Um exemplo do mau uso, segundo o professor do curso de Oceanografia da Univali Marcus Polette, é na agricultura, que utiliza grande parte dos recursos hídricos disponíveis para a irrigação do plantio.
Não tem como medir com precisão o tempo que ainda teremos água potável. O problema da falta de água no Brasil está muito ligado as questões geográficas, climáticas e o desmatamento.
No nosso dia-a-dia, o desperdício atinge mais no bolso, do que necessariamente a uma escasses considerável. O bioquímico da Companhia Catarinense de Água e Saneamento (Casan), João Nestor de Souza aponta a falta de chuvas e as mudanças climáticas como fatores importante para uma possível carência.
Uma solução encontrada para ajudar na preservação e diminuir o alto consumo de água doce é o aproveitamento da chuva através de Cisternas. O reservatório capta e armazena a água da chuva para o uso doméstico em descarga sanitária, limpeza de calçadas, carros e até para a irrigação.
Como se limpa prata? Juliana Nascimento, 21, professora, Itajaí.
Material nobre usado na confecção de jóias, moedas e objetos de culto, a prata, que serviu como moeda até a primeira guerra mundial, é também muito utilizada na indústria. A prata circulou discreta ao lado do ouro durante muito tempo, mas agora caiu definitivamente no gosto popular. Mulheres, homens, jovens e até crianças aderiram à moda.
‘’Existem diversos tipos de prata, as de boa qualidade até as peças que de prata tem muito pouco’’, explica o joalheiro Marcos Santana. Segundo ele todas as jóias de prata estão dispostas a escurecer e os motivos são variados e curiosos.
Você sabia que o stress é um fator que faz com que as peças escureçam? Pois é, entre outras reações do organismo, o suor, o contato com cosméticos e pessoas que possuem o ácido úrico muito elevado faz com que a ofuscante jóis se pareça com uma bijuteria suja.
A proprietária de uma loja especializada no setor, Iara Regina Newmann possui alguns produtos para a limpeza da jóia. Dentre eles o que ela destaca é uma maqui chamada rola-rola, que possuem pequenas esferas de metal. Em contato com a água e a jóia, a máquina faz o seu trabalho. “Existem vários produtos para efetuar essa limpeza, apesar de ser um preço mais caro, essa máquina é infalível”, confessa a comerciante. Outra saída para tirar a oxidação superficial das pratas são as famosas flanelinhas e existe também um produto liquido chamado Monzi, que é comercializado nas melhores lojas do segmento.
Nessa hora, a sabedoria popular vale muito e com ela se tem dicas caseiras para limpar pratas. Muito se fala da pasta de dente, por exemplo, de ferver com detergente e até banhar na coca-cola.
Independente da maneira que se usa para mantê-las sem a oxidação, o importante é estar sempre brilhando, na moda da prata.
Como diferenciamos os sabores? Rodrigo Queiroz, 26 anos, estudante de administração, Penha.
Um prato perfeito para os amantes da culinária deve se harmonizar, e essa harmonia acontece entre os ingredientes da receita e a bebida que será apreciada. Tudo isso para casar os diferentes sabores e tornar o ato da degustação prazerosa, equilibrando a sensibilidade do gosto.
Em relação aos diferentes tipos de sabores, conta-se apenas quatro: doce, salgado, amargo e o ácido.Isso sem contar com a nova invenção dos japoneses, que alegam terem descoberto um novo sabor, chamado unami, e está associado ao glutamato monossódico, o conhecido ajinomoto.
O otorrinolaringologista Leonardo Pereira da Costa explica que quem identifica os sabores são as papilas gustativas, que por sua vez são elevações na língua.. Na ponta da língua é possível detectar os sabores doces, nas laterais os sabores salgados e ácidos, e na parte posterior, os sabores amargos. As combinações desses sabores produzem um amplo conjunto de sabores.
“Os sentidos do paladar e olfato trabalham em conjunto e só assim é possível reconhecer os sabores. O cérebro detecta um sabor doce captado pelas papilas juntamente com o aroma encorpado através do nariz”, afirma Leonardo.
As delícias do sabor vão além de estudos científicos e trouxe aos tempos modernos um novo hobbie: a enofilia. O enófilo é o amante do vinho e procura estudar todas as suas peculiaridades. “Passei a me interessar por vinhos, no ano de 2000, quando comecei a ministrar aulas no curso de gastronomia da UNIVALI. Só comecei a estudar em 2000, por puro preconceito, decorrente do elitismo que muitos fazem em torno do vinho”, afirma Wilton Carlos Cordeiro que é apaixonado pela enofilia.




Sensacional! Parabéns pela idéia, a última pergunta me lembrou muito o livro (não lembro o autor) “O que Einstein disse ao seu cozinheiro”, que trata questões científicas na gastronomia. Parabéns mesmo!
Olá e boa noite,
gostei muito do exposto e gostaria de mais informações.
forte abraço.
Osni
Olá, Osni.
Você gostaria de mais informações sobre o quê? Esta é uma atividade que os alunos da disciplina de Jornalismo Científico, da Univali (Itajaí-SC) realizam a cada semestre. Investigam dúvidas sobre ciência que o público em geral tem e fazem suas reportagens com esta pauta. Para qualquer informação a mais, é só falar. Abraço, Laura.