Bar Bodega – um crime de imprensa

por Natalia Alcantara

Este é o livro-reportagem do jornalista Carlos Dorneles sobre um crime que ganhou destaque nos anos 90 na imprensa brasileira. Conhecido como o caso do “Bar Bodega”, mostra como a cobertura jornalística pode ser negligente e sensacionalista deixando de lado questões básicas previstas no Código de Ética da categoria. O jornalista faz uma reflexão a maneira com que a imprensa conduz os seus interesses políticos e econômicos, quando na verdade, deveria se preocupar apenas com o interesse público.

Publicado em 2007 pela Editora Globo, possui 264 páginas e custa R$26. Ele ainda não faz parte do acervo da biblioteca da Univali, mas se você quiser, pode ler um trecho do livro aqui.

 

 

O crime

O crime ocorreu no dia 10 de agosto de 1996, em Moema, um dos bairros nobres de São Paulo. Alguns homens armados entraram no Bar Bodega e mataram uma estudante de odontologia e um dentista. Na época o crime foi amplamente divulgado pela imprensa, pois o bar era da propriedade dos atores globais, Tato e Cássio Gabus Mendes. A polícia pressionada pela opinião pública e a imprensa, em menos de quinze dias apresentou os culpados do crime. A partir daí a imprensa já considerou irrefutáveis as confissões de sete jovens, sendo que todos eram negros, pobres e moradores da periferia. Desconfiado da ação ilegal da polícia (que mais tarde comprovou-se o uso de tortura), o promotor do caso, reabriu as investigações e provou que os rapazes ditos como culpados eram inocentes. No entanto, até encontrarem os verdadeiros assaltantes, que eram homens brancos e não mulatos, o promotor foi execrado publicamente pela mídia e quase chegou a ser linchado pelo público.

 

Sobre o autor

Carlos Dorneles, natural do Rio Grande do Sul, já trabalhou nos jornais Folha da Manhã, Zero Hora e na RBS em Porto Alegre. Foi repórter de rede da Rede Globo e também correspondente internacional em Londres e Nova York. Hoje trabalha na Rede Record. Tem outro livro publicado pela Editora Globo chamado Deus é inocente – A imprensa, não, que ficou classificado em terceiro lugar na categoria Reportagem e Biografia do Prêmio Jabuti 2003.

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