Inovar sem perder a naturalidade

Alan Willian Rosa, Alexandro Luiz, Sidiane Sutil, Talissa Peixer

 

O fotojornalista Diorgenes Pandini estará presente no evento Olhares Múltiplos da Univali no dia 27 de maio, às 14h. Trabalhando atualmente no grupo RBS, o profissional palestrará no Campus Itajaí para acadêmicos da universidade o tema: Desafios estéticos na construção da narrativa fotojornalística. Diorgenes passará aos acadêmicos, a rotina de um profissional na construção da fotografia que transmita informações ou sentimentos.

Para muitas pessoas o ato de fotografar é apenas uma maneira de gravar o presente, registrar momentos. Para outros, isso exige mais paciência, criatividade, algumas técnicas e uma bela composição. Tais composições fazem com que a foto fique mais atraente a quem está olhando, podendo deixar a impressão de espanto, emoção, raiva e alegria, constituindo a estética do fotojornalismo.

Egresso do curso de jornalismo da Univali, Diorgenes Pandini começou a gostar de fotografia enquanto cursava a faculdade e teve suas primeiras fotos publicadas durante a enchente de 2008 em Itajaí. Desde então tem trabalhado em cima do fotojornalismo e tem como desafio o cuidado com a estética da fotografia. Durante a palestra no evento olhares múltiplos da Univali – Campus Itajaí no dia 27 de maio às 14h, esse será o principal tema abordado por ele.

 

Para Diorgenes, a estética não se trata apenas do belo. Ele á entende como uma gramática que constrói e organiza um pensamento para que quem vê a fotografia chegue próximo á mensagem que ele pretende transmitir. Na opinião do profissional, assim como não existe texto objetivo, também não existe fotografia objetiva e imparcial. Por isso ele define que é importante ao fotógrafo dominar o assunto, entender do que vai reportar para que traduza sua opinião e ajude a construir uma sociedade mais interpretativa.

 

Aliado á estética, o fotojornalista pode trabalhar com a  Composição Fotográfica. Tendo em vista que os registros de flagrantes tem se tornado cada vez mais raro, essa é uma das opções para o profissional. “Na verdade, tirando as coberturas programadas, os fotojornalistas sempre chegam atrasados. Cabe á nós resgatar o fato e traduzir com cuidado e qualidade para que uma pessoa que não estuda fotografia consiga entender e desperte em si algum sentimento,” afirmou Pandini.

Foto Diorgenes Pandini

Ele afirma ser indispensável a criação de uma narrativa na imagem com elementos disponíveis, e quando necessário, com elementos criados. A criação da composição fotográfica é vista como algo sem limites para o jornalista desde que não distorça a verdade. “Não consigo conceber um limite para a composição de uma foto atraente, pois pra mim o fotojornalismo não é algo puro.”

 

Diorgenes destaca ainda os contrastes da profissão. O jornalista afirma ser difícil encarar tantas situações adversas, já que muitas vezes iniciou seu dia de serviço fotografando uma pauta na favela e encerrou o dia fotografando no gabinete do prefeito. “São tantos contrastes e tanta pressão e correria, que você se obriga á ser rápido e a lidar com qualquer situação sem pestanejar.”

Foto Diorgenes Pandini

A inovação sempre será o carro chefe para o sucesso da profissão. Diorgenes Pandini afirma que para inovar, sem perder a naturalidade é preciso muito estudo. “Não acredito em atalhos ou em dons. Como diria Thomas Edson, um por cento é inspiração e 99 por cento é transpiração. Ainda busco a minha forma de inovar.”

 

 

 

 

 

 

 

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