Cláudio Eduardo: daqui mesmo

Como é praxe para a maioria dos que optam por estudar Jornalismo, o garoto Cláudio Eduardo de Souza, natural de Tijucas, sempre teve fixação por ler e escrever. Apesar disso, só foi despertar o interesse para o curso superior que gostaria de fazer no fim da vida escolar. Ele ressalta que sempre estudou em escola pública e conta que foi uma mudança de grade curricular promovida pelo Estado que o despertou: a introdução de uma disciplina voltada para a Comunicação apontou o caminho profissional que o jovem buscava.

Prestou vestibular para Jornalismo na UNIVALI, passou e, em 2005, começou o curso. Hoje, Cláudio se diverte ao lembrar das dificuldades do início. “Lembro que passaram uma lista pra galera colocar o MSN. Na época eu nem sabia o que era isso. Vi que todos colocavam algo como o nome, mais o “@hotmal.com” e inventei um na hora…”, recorda. Sentia-se um pouco perdido no meio de disciplinas muito teóricas do começo do curso.

O jeito de garoto de cidade pequena, porém, não duraria muito. Logo que as cadeiras mais práticas do Jornalismo foram aparecendo, Cláudio passou a se sentir mais à vontade. Lembra que ia bem nas diferentes áreas. Não se envergonhava diante dos microfones do rádio nem das câmeras de TV. Escrever, claro, era uma especialidade.

Antes mesmo de concluir o Curso de Jornalismo, Cláudio foi contratado como repórter pela RIC Record, que implantou o Jornal Notícias do Dia, em Tijucas. A meta era trabalhar um ano no grupo e procurar novas oportunidades. Mesmo trabalhando em sua cidade natal, mudou-se para Itajaí, na intenção de explorar mais as oportunidades na RIC, que eram maiores lá.

Durante esse período, produziu seu Trabalho de Conclusão de Curso. A princípio, uma grande reportagem, que viraria livro, sobre um crime – a morte de um estudante da UNIVALI por um policial militar em Itajaí. Contudo, o trabalho ficou pronto muito cedo, e movido por desafios, Cláudio foi além. “Eu tinha ainda um semestre inteiro para produzir o TCC e ele já estava pronto. Resolvi que devia experimentar”, relembra. E produziu o documentário Terra Sem Lei, de aproximadamente vinte minutos. Em 2009, então com 21 anos, Cláudio era um jornalista.

A meta de mudar de ares após um ano na RIC Record foi cumprida. Cláudio foi contratado pelo Diarinho para ser repórter de política. Mais uma vez estabeleceu um período para encerrar o ciclo: ficaria até cobrir uma eleição municipal. Enquanto esteve no Jornal, além da pauta política, teve liberdade para fazer reportagens especiais em outros assuntos. Foi pelo Diarinho também que Cláudio fez sua primeira viagem internacional. “Nunca tinha entrado em um avião e o primeiro vôo foi logo de onze horas. Fui para Dubai e Abu Dhabi cobrir uma etapa da Volvo Ocean Race. O Jornalismo e o Diarinho me proporcionaram isso”, relembra sorrindo.

Após a cobertura do pleito municipal que havia estabelecido como meta, Cláudio saiu do Diarinho. Partiu para a Câmara Municipal de Itajaí, para fazer a assessoria de imprensa da Casa. Ficou lá por dois anos. Período em que fez também a cobertura de festas para um portal de internet pertencente ao Diarinho. Na verdade, ele estava se preparando para o próximo passo. Essa época foi de trabalhar para conseguir financiar um projeto que estava em planejamento.

Cláudio é um apaixonado pela cidade em que nasceu e cresceu. “Mesmo morando em Itajaí e numa rotina pesada de trabalho, eu vinha a Tijucas sempre que possível. Qualquer tempinho que tivesse eu vinha pra cá”, afirma. E o projeto que estava em andamento era focado em Tijucas. Instigado pela amiga, a também jornalista Ana Maria Leal da Veiga embarcou no projeto de fundar um jornal na cidade. Após um ano de planejamento, surgiu Jornal Daqui.

A proposta do Daqui é fazer um jornalismo claro, eficiente. A característica do trabalho de Cláudio está muito presente: valorizar muito o que é da cidade de Tijucas. Mostrar a riqueza das histórias das pessoas do lugar. O objetivo é sempre mostrar quem são as pessoas por trás das notícias, de dar a devida importância a todas as pessoas que estão envolvidas em qualquer situação.

Após aproximadamente quatro meses de trabalho, o balanço é positivo. Cláudio afirma que o público leitor do Jornal tem se mostrado bastante variado. Classes sociais e faixas etárias diversas. Abraçado pelas pessoas, o trabalho tem repercutido bem.

Por Thiago Cassaniga Furtado

Edição: Carlos Praxedes

Foto: Ana Maria Leal da Veiga

claudio

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