Série TCC: Esclerose Múltipla é tema de grande reportagem

O curso de Jornalismo da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) terá, neste semestre, 30 Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) para serem defendidos em bancas marcadas de 29 de junho a 3 de julho. Hoje, destacamos o TCC da acadêmica Lana Martins, que fez uma grande reportagem sobre a Esclerose Múltipla, doença crônica que ataca o sistema nervoso central e a medula espinhal. Abaixo, uma rápida entrevista com ela sobre os desafios de falar sobre o tema, a escolha e como foi a abordagem deste trabalho.

O teu Trabalho de Conclusão de Curso aborda um tema complicado de entender e de grande importância para todos conhecerem. Por que você escolheu esse assunto?

A principal motivação para o meu trabalho ser realizado foi pessoal. Minha irmã, de 32 anos, é portadora de Esclerose Múltipla e desde o início da faculdade eu pretendia fazer algo relacionado à doença. Claro que pensei em outros temas bacanas, porém, o fato de não ter tanto material relacionado à Esclerose Múltipla me fez ter o aval para a escolha do tema, além da minha escolha pessoal – como dito anteriormente.

Durante a realização deste trabalho, alguma história ou momento te surpreendeu? Por quê?

Sim. Acho que todos têm essa surpresa. Mesmo que a gente tenha noção do que o tema trata e tenha um embasamento teórico, você nunca sabe o que vai encontrar ao ouvir como histórias dos seus entrevistados, e com a Esclerose não foi diferente. Acho que, além de ouvir várias coisas da minha irmã que eu não imaginava ela ter passado, o que mais me surpreendeu foi a segunda paciente entrevistada. Ela tem o diagnóstico da patologia há treze anos, aí você pensa que a pessoa vai se demonstrar triste ou com muitas sequelas, mas foi o contrário. Ela demonstrava alegria e leveza a cada palavra dita e, com certeza, a doçura dela me marcou. Essas coisas fazem pensar – você saudável e sem uma doença – o quanto reclamamos, muitas vezes, sem motivo. O quanto somos rabugentos e chatos (risos). Talvez aprendi a dar mais valor à vida.

Como você resolveu abordar esse tema dentro da tua grande reportagem?

O jornalismo científico é um tanto quanto diferente para ser feito, em minha opinião. Eu busquei focar mais nas histórias dos pacientes, a partir do diagnóstico de cada um. Além disso, também abordei números da doença no Brasil e no mundo e aquilo que já é natural ao que se trata de doenças: diagnóstico, tratamento, sintomas, etc.

Em sua opinião, o que a tua grande reportagem ajudou sobre o tema esclerose múltipla?

Acredito que a fé, a vontade de viver e a superação dos pacientes ficaram evidentes na grande reportagem, e isso é o que melhor pode ajudar alguém. Os medicamentos e tratamentos não ajudarão tanto alguém que não tem vontade da vida. Além disso, sempre levo comigo a máxima de que “todo mundo tem uma história boa para ser contada” e os meus três pacientes não são diferentes.

Por: Ismail Emiliano Pereira Filho

Edição: Carlos Praxedes

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s