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Este espaço é para você, acadêmico, que quer compartilhar com os colegas suas experiências, conhecimentos ou mesmo produções na área. Para participar é só enviar uma mensagem com o conteúdo para jane@univali.br. Fique à vontade para enviar reportagens, poemas, artigos, resenhas, enfim… o espaço é seu!

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A Jornada do Herói em Alice no País das Maravilhas

As acadêmicas Camila Gonçalves, Clara Rosália, Dayane Bazzo e Keila Zanatto montaram um vídeo para analisar a Jornada do Herói no filme Alice no País das Maravilhas, de Tim Burton. O trabalho foi produzido para a aula de Psicologia da Comunicação. Elas utilizaram a técnica de Chroma key para “entrar na história” e explicar cada etapa da jornada de Alice, de acordo com a estrutura desenvolvida por Joseph Campbell.

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A Pluralidade na Mídia Brasileira

Sergio Antonio Ulber, acadêmico do 1o período, escreveu o texto para a aula de Introdução ao Jornalismo. 

Saímos da era industrial para viver a recente sociedade da informação, onde novas fronteiras foram traçadas a fim de garantir acesso generalizado à informação de forma democrática, afinal vivemos numa sociedade estabelecida sob a democracia. Como visto no texto de Victor Gentili, intitulado COMUNICAÇÃO E POLÍTICA – O conceito de cidadania, origens históricas e bases conceituais: os vínculos com a Comunicação, a população de uma sociedade democrática deve ter acesso à informação de qualidade e em quantidade para o melhor julgamento possível de cada um.

Ao citar o quesito quantidade, entra-se na questão de pluralidade. Ora, se em sala de aula, com cerca de 15 alunos,  foi feita uma experiência fornecendo pautas e, dos mais de 15 assuntos sugeridos, poucos coincidiram, como é que em jornais de circulação estadual, por exemplo, temos tanta informação semelhante? Não quer dizer que não temos informação em quantidade, mas que nos falta pluralidade. Diversas empresas têm o poder de monopolizar a informação e elas o fazem.

Para dar outro exemplo, peguemos carona nas eleições. Propaganda eleitoral gratuita na TV. Os partidos ricos têm condições de bancar uma publicidade extremamente superior a dos partidos com pouca verba. Além disso, como se já não fosse vantagem suficiente, os mais afortunados – nesse caso por coligações ou posicionamento favorável em pesquisas – ainda têm o direito de ficar mais tempo no ar. Em 2 minutos de discursos é possível falar tanta informação quanto se fala, por exemplo, em 8? Não. Logo perdemos a pluralidade de informação, censurada, nesse caso, pelo tempo desigual.

O que incomoda não é o fato de veículos, tais como jornais e revistas, produzirem uma informação focada em uma única visão. O que incomoda, e de forma revoltante, é o fato de não deixarem explícito seu posicionamento, utilizando métodos monopolizadores, informações camufladas, verbos estrategicamente dispostos em sentido subliminar. Agindo dessa forma estão vetando uma informação que, infelizmente, passa despercebida por muitos. Estão censurando uma informação de extrema importância ao leitor. Isso não é pluralidade. É triste, mas a mídia brasileira no geral não expõe os diversos pontos de vista de forma clara, democrática e igualitária. E quem perde, pra variar, é o povo.   

Saímos da era industrial para viver a recente sociedade da informação, onde novas fronteiras foram traçadas a fim de garantir acesso generalizado à informação de forma democrática, afinal vivemos numa sociedade estabelecida sob a democracia. Como visto no texto de Victor Gentili, intitulado COMUNICAÇÃO E POLÍTICA – O conceito de cidadania, origens históricas e bases conceituais: os vínculos com a Comunicação, a população de uma sociedade democrática deve ter acesso à informação de qualidade e em quantidade para o melhor julgamento possível de cada um.

Ao citar o quesito quantidade, entra-se na questão de pluralidade. Ora, se em sala de aula, com cerca de 15 alunos,  foi feita uma experiência fornecendo pautas e, dos mais de 15 assuntos sugeridos, poucos coincidiram, como é que em jornais de circulação estadual, por exemplo, temos tanta informação semelhante? Não quer dizer que não temos informação em quantidade, mas que nos falta pluralidade. Diversas empresas têm o poder de monopolizar a informação e elas o fazem.

Para dar outro exemplo, peguemos carona nas eleições. Propaganda eleitoral gratuita na TV. Os partidos ricos têm condições de bancar uma publicidade extremamente superior a dos partidos com pouca verba. Além disso, como se já não fosse vantagem suficiente, os mais afortunados – nesse caso por coligações ou posicionamento favorável em pesquisas – ainda têm o direito de ficar mais tempo no ar. Em 2 minutos de discursos é possível falar tanta informação quanto se fala, por exemplo, em 8? Não. Logo perdemos a pluralidade de informação, censurada, nesse caso, pelo tempo desigual.

O que incomoda não é o fato de veículos, tais como jornais e revistas, produzirem uma informação focada em uma única visão. O que incomoda, e de forma revoltante, é o fato de não deixarem explícito seu posicionamento, utilizando métodos monopolizadores, informações camufladas, verbos estrategicamente dispostos em sentido subliminar. Agindo dessa forma estão vetando uma informação que, infelizmente, passa despercebida por muitos. Estão censurando uma informação de extrema importância ao leitor. Isso não é pluralidade. É triste, mas a mídia brasileira no geral não expõe os diversos pontos de vista de forma clara, democrática e igualitária. E quem perde, pra variar, é o povo.  

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O papel da ética

O acadêmico Victor Fernando Pereira, do 6º período, produziu durante as aulas de Deontologia este comentário sobre o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros:

São apenas cinco capítulos, onde se encontram distribuídos dezenove artigos. Claro, coeso e objetivo. E desafiador. Como o próprio jornalismo de qualidade é.
O Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros apresenta, como se espera desse tipo de material, as diretrizes, os caminhos, os direitos e os deveres de quem exerce a profissão.
Os artigos do Código, para quem estuda ou se interessa pelo jornalismo, são quase todos óbvios. Tópicos como a divulgação de informações de interesse público, necessidade de checagem e apuração, sigilo de fontes, compromisso com a verdade e não valer-se da condição de jornalista para interesses pessoais são comuns à cartilha de qualquer pessoa razoavelmente conhecedora da área. O Código vem reforçar e oficializar entre a categoria as condutas que já são esperadas de profissionais da comunicação social.
A parte mais desafiadora dos cinco capítulos está logo no primeiro deles. O cumprimento do direito à informação nunca foi tarefa fácil. Um Código de Ética, logicamente, não traria orientações diferentes das explicitadas nos dois primeiros artigos. Porém muitos desses itens, na prática da profissão, soam ingênuos e utópicos. A crença de que os jornalistas não sofrem pressões de donos de empresas jornalísticas, de políticos ou de outros interesses externos (que por diversas vezes interferem no direito á informação) é um deles. Outro é a prestação pró-ativa e voluntária de informação por parte das organizações públicas e privadas. Nas ruas, nem sempre é assim que funciona.
Um fator interessante presente no Código é a utilização das palavras direito e dever no âmbito profissional. O artigo 5º, no segundo capítulo, cita apenas um direito do jornalista (resguardar o sigilo da fonte). O artigo 6º, também no segundo capítulo, lista catorze deveres profissionais. E o artigo 7º do mesmo capítulo enumera ainda nove ações que não devem ser praticadas pelos jornalistas. Números que demonstram os objetivos fundamentais do Código: primar pela conduta e enfatizar a responsabilidade social e histórica do jornalismo brasileiro.
Vale ressaltar que a ética, no jornalismo e fora dele, ultrapassa os limites de cinco capítulos e dezenove artigos impressos em folhas de papel ou armazenados em computadores. O Código serve de base, de parâmetro inicial para um processo complexo, mutável e interminável de julgamentos e de ações pessoais e coletivas. Mesmo assim, o Código de Ética de uma profissão ajuda a nortear sindicatos e comissões que possuem, assim, um denominador comum para análise e aplicação de penalidades para casos compreendidos no Código.
De certa forma, ele personifica, mesmo que ideologicamente, a luta e as ações em busca de um jornalismo ético e de qualidade, que se reflita numa sociedade ética e com qualidade de vida.

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Projeto Casulo

“Vim, vi e gostei”

Bolsista do Artigo 170, a acadêmica de Jornalismo Waltermírian Alves dos Santos prestou serviço voluntário acompanhando, durante uma semana, a equipe do Projeto Casulo. Saiba o que ela achou da experiência lendo o depoimento abaixo:

 O “Casulo” é um projeto de extensão da Universidade do Vale do Itajaí que trabalha focado nos conceitos de responsabilidade social e de sustentabilidade. Funciona de segunda a sexta, das 14h às 18h, com uma equipe formada por acadêmicos dos Cursos de Comunicação Social – Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Relações Públicas – sob a orientação de professores.

Toda segunda feira os professores e acadêmicos reúnem-se e criam as pautas a serem trabalhadas durante a semana, com temas que serão levados para a Rádio Univali FM 94,9 e para a TV Univali canal 26 (TV a cabo). Uma vez as pautas criadas, fica na responsabilidade dos alunos o desenvolvimento das matérias. As tarefas são dividias e, em seguida, vem o momento de pesquisa e edição de textos. O trabalho nas ruas também faz parte do projeto: são feitas entrevistas, reportagens sobre diversos assuntos, de acordo com as pautas requeridas semanalmente, que sejam de grande relevância para toda a comunidade de Itajaí e região. É um trabalho bem organizado e feito com calma, cautela e responsabilidade. Não deixa de ser uma grande oportunidade de aprendizado para quem está querendo se tornar um profissional. Os ensinamentos passados pelos orientadores e a oportunidade de colocá-los em prática por parte de cada integrante do projeto são experiências que, com certeza, fazem a grande diferença na formação dos futuros profissionais na área de Comunicação Social.

Além desse grupo, o Casulo abre as portas para receber acadêmicos durante um tempo determinado, como acontece com os alunos do artigo 170 (bolsistas que cumprem uma carga horária de 20 horas semestrais em trabalho voluntário). Estes são recebidos de forma bem calorosa por toda a equipe que, pacientemente, procura integrá-los dando-lhes, também, uma oportunidade de aprendizagem e crescimento na área. É um momento ímpar na vida destes, pois passam a ter uma visão mais ampla de como seja o dia-a-dia do profissional, despertando-os para um maior envolvimento e desenvolvendo maior capacitação na área.

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